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Selma Lagerlöf, os primeiros anos

por Flávio Gonçalves, em 05.04.20

Com o lançamento da nova edição de "A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Através da Suécia" da autoria de Selma Lagerlöf pela Sextante Editora numa atractiva edição em capa dura que inclui as ilustrações originais de Bertil Lybeck, decidimos dedicar algumas entradas aqui no blogue à autora. Optamos por fazer o mais básico: pesquisar o que está disponível sobre a autora e dá-lo a conhecer ao público português e, o mais chocante, é que descobrimos que Selma Lagerlöf nem foi alvo de uma entrada decente na Wikipédia de língua portuguesa, pelo que estamos a colmatar essa falha.

Os primeiros anos

Nascida em Mårbacka a 20 de novembro de 1858,  na província sueca de Värmland onde viria a falecer a 16 de março de 1940, filha de Erik Gustaf Lagerlöf, tenente do Real Regimento de Värmland, e de Louise Wallroth Lagerlöf - cujo pai era um homem de negócios bem sucedido e proprietário de uma fundição metalúrgica. Selma foi o quinto filho de um total de seis, tendo nascido com um defeito na anca.

A sua biografia constanta que era uma criança calma, com um semblante mais sério do que seria normal para a sua idade, embora só tenho conseguido publicar as suas primeiras obras já tendo atingido a maioridade Selma já escrevia poesia nos seus tempos de escola. Quando estava a crescer a sua avó contava-lhe frequentemente contos de fadas e lendas tradicionais suecas, o que nitidamente terá influenciado a sua escrita.

Sendo de uma família abastada, Selma e os seus irmãos foram educados em casa com um tutor, tendo aprendido inglês e francês. Em 1884 devido a doença paterna tiveram que vender a casa de família em Mårbacka, Selma Lagerlöf acabaria por recomprar a propriedade da família com o dinheiro do Nobel da Literatura, tendo residido na mesma até à sua morte em 1940.

Foto: a jovem Selma Lagerlöf

 

 

 

 

 

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publicado às 13:07

Novidades da semana

por Flávio Gonçalves, em 04.04.20

Esta semana recebemos 6 obras, cortesia das Porto Editora, Antígona e Zéfiro. Entretanto, e tendo em mente o texto que já publicamos aqui, iremos reduzir os pedidos de remessa de obras de modo a reduzir ainda mais as idas a esse antro de contágio mal gerido em que se estão a tornar os CTT privatizados, transformados em banco. Ontem fui para a porta 30 minutos antes da abertura, e até à hora da abertura já estávamos perto de duas dezenas de pessoas à porta para ir "ao banco", receber as reformas ou, no meu caso e no de meras outras DUAS pessoas, para utilizar os serviços normais de qualquer correio: receber e enviar encomendas. 

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publicado às 13:15

As utopias feministas da Terra Oca

por Flávio Gonçalves, em 27.03.20

Herland.png

Uma vez que nos vimos forçados ao exílio do lar nesta era de Apocalipse Gripal, optamos por finalmente dar um certo avanço a duas obras que temos vindo muito lentamente a traduzir desde 2018, uma delas sendo Herland da autoria de Charlotte Perkins Gilman – projecto que abandonamos por completo anteontem uma vez que um dos leitores das nossas redes sociais nos alertou de que há meros seis meses a editora Sibila Publicações (fundada em 2017 por Inês Pedrosa) publicou no mercado português uma tradução da autoria de Clara Pinto Correia (pode ler as primeiras 25 páginas aqui em .pdf)  sob o título de Terra Delas, e já encomendamos um exemplar para posterior resenha.

Constatando que se torna desnecessária tamanha tarefa, iremos agora dedicar o nosso tempo a traduzir uma de três outras obras que, pasme-se, descrevem também utopias feministas sendo que duas delas também ocorrem na mítica Terra Oca (NEQUA or The Problem of the Ages por Jack Adams, pseudónimo da autora que se manteve anónima, e Mizora: A Prophecy por Mary Bradley Lane) enquanto que a terceira decorre no terreno mais realista da Irlanda (New Amazonia por Elizabeth Burgoyne Corbett). Muitas mais existem, as utopias feministas foram um género muito explorado no século XIX, inclusivamente por autores do sexo masculino, e agora começam a ser republicadas em língua inglesa e até traduzidas em língua portuguesa.

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publicado às 07:00

"Os Três Irmãos Que Nunca Dormiam" - Giuseppe Plazzi

por Flávio Gonçalves, em 26.03.20

OsTresIrmaos.jpg

A Elsinore lançou este mês Os Três Irmãos Que Nunca Dormiam de Giuseppe Plazzi, autor até à data inédito em língua portuguesa, o título completo sendo Os Três Irmãos Que Nunca Dormiam e Outras Histórias de Distúrbios de Sono e cuja sinopse, que reproduzimos abaixo, muitos nos interessou - mais não fosse pelo pormenor de durante uma boa temporada da nossa vida termos trabalhado por turnos, estando inclusivamente mais de longos anos a tempo inteiro num turno nocturno que muitas sequelas nos deixou.

Tendo testemunhado em primeira mão como várias maleitas relacionadas com o sono afectaram imensos colegas que fomos conhecendo ao longo dos anos, alguns atingindo pontos de exaustão tal que os fizeram sucumbir a esgotamentos nervosos e atingir o limiar da loucura, foi com reconhecido prazer que vimos editar por cá, tanto que excepcionalmente até estamos a divulgar uma obra que ainda nem lemos.

Giuseppe Plazzi é professor de Neurologia na Universidade de Bolonha, onde dirige o Centro para o Estudo e Cura dos Distúrbios de Sono e também de presidente da Associação Italiana de Medicina do Sono.

Sinopse

O que é o sono? Envolto em mistério durante séculos, acreditou-se ser uma dimensão passiva das nossas vidas, o resultado da exaustão das funções diárias do nosso corpo. Embora ainda distantes de um conhecimento completo dos mecanismos que o regulam, sabemos hoje que, ao invés, é um dos pilares mais importantes da experiência humana: mantém-nos saudáveis, organiza as nossas ideias e prepara-nos, através do sonho ou do pesadelo, para a realidade que devemos enfrentar.

Nos últimos quarenta anos, o progresso das neurociências permitiu as primeiras classificações dos distúrbios que afligem o nosso sono, possibilitando a cura dos nossos mais terríveis pesadelos.

À semelhança de Oliver Sacks, o neurologista Giuseppe Plazzi recorre a casos clínicos observados ao longo da sua carreira e conduz o leitor numa viagem surpreendente à vida noturna do nosso cérebro, explicando o que são a narcolepsia ou «paralisia do sono», a sexsónia ou o sonambulismo, revelando ainda dimensões inesperadas de distúrbios que todos nós julgamos conhecer, como a insónia. As páginas de Plazzi, por vezes divertidas, por vezes desconcertantes, abrem as portas de um mundo oculto onde o leitor se poderá reconhecer.

Ficha Técnica

Editora: Elsinore
Coleção: Mundo Contemporâneo
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Preço: 17,69€ (Wook)
ISBN: 9789896687168

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publicado às 16:23

Selma Lagerlöf, 80 anos após a sua morte

por Flávio Gonçalves, em 26.03.20

SelmaBertrand.png

A 16 de Março de 1940 falecia Selma Lagerlöf, a primeira mulher a receber o Nobel da Literatura, figura cimeira da literatura especulativa e da luta pelo feminismo no seu tempo. Estou aqui há 53 minutos a olhar para o ecrã a tentar escrever um texto sobre Selma Lagerlöf para assinalar o 80º aniversário da sua partida, dei uma vista de olhos às notícias pelo Google e aparentemente só o jornal espanhol La Vanguardia se lembrou da ocasião numa peça assinada por Teresa Amiguet, Selma Lagerlöf, la primera escritora Nobel, e em Portugal encontrei apenas uma menção recente no Jornal do Fundão, onde Manuel da Silva Ramos inclui A Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson (Sextante Editora, 2020, já mencionado aqui) na sua sugestão de Leituras cativantes para isolamento.

Assim sendo creio que me irei limitar ao mais básico, como aparentemente está tudo por fazer no que toca a recordar a memória de Selma Lagerlöf que, curiosamente, tem vasta obra publicada em Portugal e foi até mesmo alvo de uma biografia romanceada. Vamos dedicar-lhe várias entradas aqui no bloque e em simultâneo na nossa página no Facebook (que esta semana atingiu já os 1.189 seguidores) e nas páginas da revista Libertária (que em plena semana de Estado de Emergência viu os seus seguidores catapultados de 300 para 2.552!!!). Para já, publicamos abaixo a listagem de obras publicadas em território português.

Selma Lagerlöf: Bibliografia disponível Portugal

- A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia, Sextante Editora, 2020.
- O Livro das Lendas, Livros do Brasil, 2019.
- O Anel dos Löwenskölds, E-primatur, 2017.
- A Saga de Gösta Berling, Cavalo de Ferro, 2017.
- O Tesouro, Cavalo de Ferro, 2017.
- Os Milagres do Anticristo, Cavalo de Ferro, 2017.
- O Livro das Lendas, Livros do Brasil, 2012.
- O Imperador de Portugal, Ulisseia, 2006.
- A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Através da Suécia, Relógio D'Água, 2006.

Edições Esgotadas:
- Lendas de Cristo, Via Occidentalis, 2006.
- A Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson, Publicações Europa-América, 1999.
- A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Através da Suécia, Editora Educação Nacional, 1984.
- O Cocheiro da Morte, Editorial Estampa, 1975.

Biografia Romanceada
- A Saga de Selma Lagerlöf por Cristina Carvalho, Relógio D'Água, 2018.

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publicado às 09:58

"Covid-19 vs Prédio-20" - Pedro Melia

por Flávio Gonçalves, em 26.03.20

 

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publicado às 09:04

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Grupo Porto Editora apoia pequenos livreiros adiando prazos de pagamento medida beneficia pequenas livrarias e visa ajudar a enfrentar as dificuldades económicas que se avizinham

Numa altura em que, por todo o país, centenas de livrarias veem-se na contingência de fecharem portas no contexto do estado de emergência que o país atravessa, o Grupo Porto Editora decidiu apoiar os pequenos retalhistas permitindo-lhes adiarem o pagamento das facturas com vencimento previsto para as próximas semanas.

Na comunicação enviada aos livreiros na segunda-feira, dia 23 de Março, o Grupo Porto Editora informou que os pagamentos poderão ser efectuados até finais do mês de Junho.

Esta decisão visa aliviar a pressão sobre a tesouraria das livrarias de micro e pequena dimensão, pois serão estas as que mais rapidamente serão afectadas na sua actividade, em consequência das medidas estipuladas pelo Governo a propósito do estado de emergência.

O Grupo Porto Editora continuará particularmente atento a esta realidade, uma vez que se perspectiva um impacto particularmente negativo para o sector do livro em Portugal – um sector que atravessou uma longa década de crise da qual só em finais de 2019 e inícios de 2020 começava a dar sinais de retoma.

Por fim, e perante a necessidade imperativa de que todos fiquem em casa para conter a propagação da doença COVID-19, o Grupo Porto Editora lembra que o livro e a leitura oferecem a melhor forma de viajar sem sair de casa, como demonstra o Movimento #LerDoceLer, com grande adesão nas redes sociais.

Que esta seja uma oportunidade de estimularmos o gosto e o prazer da leitura para que, quando a normalidade for retomada, as livrarias possam abrir as suas portas a um maior número de leitores.

Paulo Rebelo Gonçalves, Porto Editora

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publicado às 09:33

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Flávio Gonçalves

Crítico dito literário "cadastrado" junto de várias editoras desde 2010, tradutor, revisor e editor nos tempos livres. Actualmente resenho livros e entrevisto autores na edição portuguesa do Pravda.ru dando preferência a obras de não ficção, ficção científica, banda desenhada e ficção especulativa. Escrevo sobre política no Autarcias. #livrosamesa

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Apartado 6019, EC Bairro Novo, 2701-801 Amadora

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