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Faleceu José Salgueiro

por Flávio Gonçalves, em 29.07.19

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"José Salgueiro, nascido em Montemor-o-Novo, cresceu num ambiente de conflito social e de revolta contra a miséria social e económica, as condições de trabalho, as injustiças do dia-a-dia e da vida por inteiro. Convicto das suas razões, e em conjunto com outros companheiros, participa na política de forma activa e empenhada, nomeadamente na luta pelas oito horas de trabalho diário contra a jornada medieval de sol a sol. Eram lutas perigosas e a repressão era tremenda, com espancamentos, prisões e mortes." - Fernando Mão de Ferro no prefácio de "A Minha Vida Dava um Romance" de José Salgueiro (Colibri, 2017).

Duas partidas de peso na mesma semana, de espectros políticos diferentes e ambos 'self made men', Pinharanda Gomes toda a vida trabalhou numa empresa de tractores, e José Salgueiro foi agricultor e sapateiro. Dois mestres que partiram.

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publicado às 15:53

Da delicadeza dos links

por Flávio Gonçalves, em 28.07.19

Ainda sou do tempo em que a blogosfera era vibrante, com direito a programa de televisão e criação de blogues em jornais e revistas do mainstream. Nesses tempos a construção dos links de um blogue era algo de revelador, com base nas ligações ficávamos logo cientes se estávamos numa casa mais à esquerda ou mais à direita. Hoje comecei a construir a secção de links aqui pelo blogue, e tenho a dizer-vos que o panorama não é dos melhores... pelo que irei incluir aqui blogues activos e interessantes, separados em duas categorias: os que tratam de livros e os que tratam de tudo o resto. Tenho a dizer que a maior parte dos que conhecia dos meus tempos áureos na blogosfera já não existem, pelo que a inclusão será ao ritmo que eu os for descobrindo Sapo fora...

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publicado às 10:12

Menos 40% em "Saldos" de Verão na Antígona

por Flávio Gonçalves, em 27.07.19

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Ainda hoje a mencionamos, como tal tinhamos forçosamente que dar uma vista de olhos ao seu portal e, surpresa das surpresas, encontramos esta promoção de 40% nas vendas em linha. Evgueni Zamiatine, Hendry David Thoreau, Eduardo Galeano, Mark Twain, Aldous Huxley, Robert Louis Stevenson, George Orwell, Richard Wagner, Karl Marx, Noam Chomsky, entre muitos outros... são dezenas de títulos e autores deliciosos e inconformistas. É aproveitar já, os saldos começaram ontem e terminam dia 29!

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publicado às 17:58

Faleceu Pinharanda Gomes

por Flávio Gonçalves, em 27.07.19

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Aproximou-se de mim após a conferência, abanando a cabeça atirou "sabe, você tem mesmo que deixar de fumar, isso não lhe faz bem". Pinharanda Gomes conseguiu afirmar-se como intelectual de relevo de modo autodidacta, não tendo frequentado a academia aproveitou a biblioteca pública para ler, ler muito, e tornar-se um mestre na verdadeira acepção do termo. Deixou-nos hoje, e ficou Portugal mais pobre. O velório será amanhã, a partir das 17h, na Igreja de Santo António dos Cavaleiros.

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publicado às 17:48

Antígona traz Emma Goldman a Portugal em 2020

por Flávio Gonçalves, em 27.07.19

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O mês passado fiz algo que sempre julguei impensável, assinei um jornal português genérico (nos alternativos já assinara A Batalha e o Le Monde Diplomatique). Fi-lo após quase duas semanas a debater-me, mas acabei por não resistir e valeu bem a pena pois graças à entrevista de Luís Oliveira ao Público fiquei a saber que a Antígona Editores Refractários, uma das minhas editoras do coração, vai levar à estampa em 2020 um projecto que há muito ponderava ter eu que o fazer: editar Emma Goldman em Portugal.

Sempre me causou uma certa estranheza que a editora da Mother Earth ainda estivesse inédita em Portugal, já me tinha decidido a traduzir a sua obra quando terminasse as três que tenho em mão (estou actualmente a traduzir Eduard Bernstein, John Zerzan e Edgar Rice Burroughs para o projecto editorial amador efectuado por profissionais em redor da revista Libertária - amador por o estarmos a fazer em pro bono nas horas livres, e não como um emprego das 9h às 17h). 

A Antígona irá lançar no mercado nacional a autobiofrafia de Emma Goldman, e dada a habitual excelência e cuidado a que nos habituou nas suas traduções, já estou a salivar.

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publicado às 14:52

Cultursintra leva "O Deus das Moscas" ao palco

por Flávio Gonçalves, em 23.07.19

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Antes de ler O Deus das Moscas de William Golding, tenho uma memória de infância que sempre me marcou: a RTP Açores (único canal existente nos Açores até à chegada do século XXI) emitiu numa das suas sessões da tarde a longa metragem O Senhor das Moscas, com guião e direcção de Peter Brook em 1963, um clássico a preto e branco.

O filme foi tão marcante ao ponto de não resistir e comprar já no final da minha adolescência o remake de Harry Hook em DVD, que a meu ver ficou muito, mesmo muito, aquém das expectativas (por vezes mais valia que os originais voltassem a rodar pelas salas de cinema do que insistirem tanto em remakes).

Ligando na perfeição as minhas duas paixões, a semana passada quando regressava de um repasto no Mineiro de Sintra reparei nos cartazes à beira da estrada: a Cultursintra terá O Deus das Moscas em cena na Quinta da Ribafria até dia 31 de Agosto. Para quem não esteja familiarizado com os filmes nem com o livro, eis a sinopse:

Há um avião que se despenha numa ilha paradisíaca. Há um grupo de rapazes de colégios britânicos que sobrevive a esse acidente, quando fugia de uma (qualquer) guerra. Longe da supervisão dos adultos, começam por festejar, brincar, nadar nas águas cristalinas do ilhéu. O cenário do romance de William Golding fica esboçado logo no parágrafo inaugural do texto. É nesse ambiente exótico, luxuriante e tropical, conscientemente selvagem e sufocante, que o grupo procurará criar bases para a edificação de uma nova sociedade. Ralph será eleito o chefe, numa votação que o opõe a Jack, o líder do coro que se transformará num bando de caçadores, guerreiros, mais tarde, um exército. Começam por concordar em fazer uma fogueira no topo da montanha, com o objetivo de chamar a atenção de algum navio que possa passar perto da ilha. Mas, à medida que os dias vão passando, sem sinais do mundo exterior, sem salvamento à vista, percebe-se que Ralph e Jack têm prioridades diferentes. O primeiro preocupa-se em erguer abrigos e manter a fogueira acesa, com o auxílio dos óculos de Piggy, enquanto Jack insiste em percorrer a ilha à caça de porcos.

No espaço idílico de uma ilha deserta - que, à partida, estaria apto à construção de uma clássica utopia –, à medida que o frágil sentido de ordem começa a ruir, os jovens tornar-se-ão tribais e, depois de o corpo de um piloto cair de paraquedas na ilha, as suas inquietações ganharão contornos sinistros e bárbaros. O mundo paradisíaco das brincadeiras, dos livros de aventuras, acabará por dar lugar a um cenário assustador, a puerilidade dissolver-se-á na água do mar e os medos irão correr à solta, embrenhando-se na densa floresta tropical.

Publicado em 1954, “O Deus das Moscas” é um dos romances essenciais da literatura mundial e pode ser visto como uma alegoria, uma parábola, um tratado político ou até mesmo uma visão apocalíptica da fragilidade humana. Ao narrar a história deste grupo de rapazes (na versão original do texto) perdidos numa ilha deserta que, aos poucos, vai mergulhando em episódios cada vez mais violentos, o escritor britânico constrói uma história entusiasmante, ao mesmo tempo que desenha uma complexa reflexão sobre a natureza do mal e a ténue linha que poderá distinguir a civilização da barbárie.

Uma produção do Teatromosca a cujo trailer pode assistir aqui.

Em Portugal estão actualmente disponíveis três edições do clássico O Deus das Moscas, a mais recente é da Leya e conta com um prefácio de Pedro Mexia e capa dura. Pessoalmente, e como os olhos também comem, prefiro a edição de 2012 da Dom Quixote que, a meu ver, tem uma capa bastante mais apelativa, utilizada originalmente na edição de bolso da BIS do ano anterior (2011)

Ficha técnica:

O Deus das Moscas
Editor: Leya
Ano: 2017
Páginas: 300
Preço: 10€
Capa: Dura

O Deus das Moscas
Editor: Dom Quixote
Ano: 2012
Páginas: 264
Preço: 15,90€
Capa: Mole

O Deus das Moscas
Editor: BIS
Ano: 2011
Páginas: 256
Preço: 7,50€
Capa: Mole

 

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publicado às 17:34

"Acordo Ortográfico - Um Beco Sem Saída"

por Flávio Gonçalves, em 22.07.19

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publicado às 14:02

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Flávio Gonçalves

Crítico dito literário "cadastrado" junto de várias editoras desde 2010, tradutor, revisor e editor nos tempos livres. Actualmente resenho livros e entrevisto autores na edição portuguesa do Pravda.ru dando preferência a obras de não ficção, ficção científica, banda desenhada e ficção especulativa. Escrevo sobre política no Autarcias. #livrosamesa

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