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De quando em vez dou uma espreita pelas páginas de cultura dos jornais para espreitar de que livros e autores estarão a falar, o resultado é sempre desolador e já devia estar habituado - afinal quando fui editor profissional entre 2009 e 2012, o único jornal a resenhar uma obra nossa foi o Avante! e a única revista a extinta Os Meus Livros. Julgava eu, como podem comprovar no desabafo de ontem, que o blogue estava a prestar um mau serviço... mas há jornais que não falam de livros durante meses e, quando falam, focam apenas alguns dos autores mais reconhecidos da literatura ligeira.
Na altura da extintas revistas Conto Fantástico e Dagon, das quais fui editor e depois tradutor quando encerrei a editora, fazíamos um apanhado semanal de recortes de imprensa de textos que abordavam a ficção científica, o terror e a fantasia onde se incluía até a programação da Cinemateca e julguei que seria interessante recuperar algo do género aqui para o blogue. Infelizmente há muito pouco a recortar.
Compreendo cada vez mais a colaboração das editoras, grandes e pequenas, com bloggers no passado e actualmente com influencers em redes sociais como o Instagram (que abomino), o Facebook e o YouTube. Mesmo posts tão redutores onde se mencionam as novidades com a mera menção da sinopse da contracapa e com uma foto da capa tornam-se agora ferramentas extremamente úteis para a divulgação literária, dado o vazio jornalístico livreiro, talvez com a excepção do Ípsilon do Público, não sei se entretanto o panorama se alterou mas deixei de ler já há anos o Jornal de Letras e a revista LER ao constatar que incluíam mais peças de opinião genérica e política escrita por autores do que textos sobre livros, edição e autores.
Acho que hoje acordei com nostalgia por projectos como a Os Meus Livros e o Blogtailors.
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