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E.M. Forster e a quarentena - 3 textos na estranja

por Flávio Gonçalves, em 06.05.20

Quando terminar Os Vikings em Portugal e na Galiza de Hélio Pires, já tenho na mesa de cabeceira o meu exemplar de A Máquina Pára e Outros Contos de E.M. Forster, como sucede frequentemente no meu tratamento das obras que leio (e da música que escuto) gosto de pesquisar o que defendiam ou afirmavam os seus autores, qual o seu legado, o que se pensa acerca da sua obra e fiquei surpreso por encontrar três textos fresquinhos acerca da obra de E.M. Forster, todos de datados de Abril deste ano e todos sobre como este prevera um futuro semelhante ao actual precisamente no seu conto A Máquina Pára.

O mais curto é uma mera referência citada na secção de cartas do leitor do The Guardian, How EM Forster saw the lockdown coming, originalmente intitulado How EM Forster predicted the Internet, mas algum editor deve ter achado de bom tom alterar o título para algo mais clicbaiteiro em vez de apagar o texto por completo e o republicar.

Na Prospect, Ben Wright assina Stop the machine - what EM Forster can teach us about leaving lockdown. Aqui realçam-se os pontos comuns entre a distopa de E.M. Forster e o autoritarismo tecnocrata de hoje, que se tornou mais evidente no decorrer da actual crise. 

Para terminar temos um texto na Sp!ked, a revista mais incómoda da esquerda trotskista tornada libertária no Reino Unido e, como tal, companheira pontual nos primeiros passos da portuguesa Libertária; aqui Elliot Leavy assina How EM Forster predicted our socially distanced world

Para terminar, podem encontrar carregando aqui um vídeo onde o tradutor Miguel Martins lê precisamente um excerto do conto A Máquina Pára, traduzido pelo próprio para a Antígona Editores. Ainda não o li, mas já estou a salivar. 

 

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publicado às 07:00

Campanha "Adopta Uma Livraria" foi um sucesso

por Flávio Gonçalves, em 05.05.20

Divulgamos aqui a campanha Adopta Uma Livraria da Antígona Editores Refractários, a editora já no passado dia 28 de Abril assumiu que a iniciativa foi um sucesso e com uma adesão acima das suas expectativas, como podemos comprovar:

Sabíamos que iria correr bem, mas não estávamos preparados para o sucesso da acção Adopta uma Livraria. Durante dez dias, as vendas no nosso site dispararam para valores que nem com grandiosas campanhas de descontos lá chegávamos. É ou não verdade, Orfeu Negro?

Contrariando as orientações da DGS, não achatámos a curva do pilim, e o resultado foram dez livrarias independentes, de norte a sul do país, a receber 30% de um generoso bolo que os leitores refractários nos confiaram.

Isto prova duas coisas. Primeira, que os leitores, se lhes derem a escolher, preferem ter livrarias de bairro de portas abertas do que açambarcar lombadas ao preço da uva-mijona. Segunda, que o ecossistema do livro (leitores, livrarias, bibliotecas, editoras, gráficas, papeleiras, armazéns, distribuidoras, autores, tradutores, revisores, paginadores, designers, ilustradores, agentes, comerciais, contabilistas – esquecemo-nos de alguém?) sai fortalecido quando ninguém fica para trás.

Obrigado, queridos leitores, pelo gesto consciente e corajoso. E obrigado, Livraria Centésima PáginaLivraria EscribaLivraria Ler DevagarFonte de LetrasA Das Artes LivrariaTigre de PapelCulseteSnobFlâneur e Livraria Arquivo por entreabrirem as vossas portas.

E lançam o desafio: É para continuar? Quem apanha esta onda?

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publicado às 09:44

AdoptaUmaLivraria.jpg

A campanha dá pelo nome de Adopta Uma Livraria - 10 Dias 10 Livrarias, encontra-se a decorrer desde dia 14 e estará em vigor até 23 de Abril, Dia Mundial do Livro. A iniciativa parte da Antígona Editores Refractários e da chancela Orfeu Negro.

Numa altura em que o mercado livreiro padece com uma queda de vendas na ordem dos 83%, em que editoras cancelam edições, milhares de pessoas se encontram em "lay-off" ou sem trabalho e algumas gráficas cessaram de funcionar ao abrigo do Estado de Emergência – que considera como essencial apenas a impressão de órgãos de comunicação social – a Antígona lança uma campanha de apoio às livrarias independentes.

A iniciativa cobre quase todo o território nacional, incluindo livrarias independentes das cidades de Braga, Almada, Évora, Lisboa, Sines, Setúbal, Porto e Leiria. Cada livraria terá direito a um donativo correspondente a 30% do valor das vendas do dia que lhes será dedicado nas lojas virtuais da Antígona e da Orfeu Negro, nas palavras das próprias:

“30% do valor das compras que fizerem no nosso site (e no site da Orfeu Negro) vão direitinhos para várias livrarias independentes de eleição. Livrarias que mudam vidas, livreiras e livreiros que sugerem livros imperdíveis... e que queremos que abram portas já amanhã.”

Para participar nesta campanha, basta que ao efectuar a sua encomenda opte pela opção “Adopta uma livraria” no menu “Envio” no dia em que esteja em destaque a sua livraria de eleição.

Os dias e livrarias são os seguintes:

14 de Abril - 100ª Página (Braga)

15 de Abril - Escriba (Almada)

16 de Abril - Fonte de Letras (Évora)

17 de Abril - Ler Devagar (Lisboa)

18 de Abril - A Das Artes (Sines)

19 de Abril - Tigre de Papel (Lisboa)

20 de Abril - Culsete (Setúbal)

21 de Abril - Snob (Lisboa)

22 de Abril - Flâneur (Porto)

23 de Abril - Arquivo (Leiria)

A Antígona apoda a iniciativa de “pequeno gesto de resistência” ao qual espera “somar outros nos próximos tempos, abrangendo cada vez mais livrarias independentes.”

Juntando o nosso apelo ao da editora:

“Leitor alerta, livraria aberta! Juntem-se a esta iniciativa: acompanhem a livraria do dia no Facebook, no Instagram e no Twitter.”

https://www.facebook.com/AntigonaEditoresRefractarios/
https://www.instagram.com/antigona.editores.refractarios/
https://twitter.com/antigonaeditora

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publicado às 22:24

Novidades da semana

por Flávio Gonçalves, em 04.04.20

Esta semana recebemos 6 obras, cortesia das Porto Editora, Antígona e Zéfiro. Entretanto, e tendo em mente o texto que já publicamos aqui, iremos reduzir os pedidos de remessa de obras de modo a reduzir ainda mais as idas a esse antro de contágio mal gerido em que se estão a tornar os CTT privatizados, transformados em banco. Ontem fui para a porta 30 minutos antes da abertura, e até à hora da abertura já estávamos perto de duas dezenas de pessoas à porta para ir "ao banco", receber as reformas ou, no meu caso e no de meras outras DUAS pessoas, para utilizar os serviços normais de qualquer correio: receber e enviar encomendas. 

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publicado às 13:15

Antígona e Orfeu Negro organizam "Feira no Estaminé"

por Flávio Gonçalves, em 11.12.19

Sábado, 14 de Dezembro, pode visitar a sede da Antígona Editores Refractários e da Orfeu Negro na Rua Silva Carvalho, nº 152, Campo de Ourique, para desfrutar dos vários descontos, saldos e comes e bebes. A Feira do Estaminé irá decorrer entre as 11:00 e as 17:00, com descontos de até 40% nos livros da Antígona, exceptuando as novidades, e saldos entre 3€ a 10€. Há lá coisa mais apelativa que oferecer livros subversivos, romances distópicos e obras anarquistas no Natal?

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publicado às 10:36

Menos 40% em "Saldos" de Verão na Antígona

por Flávio Gonçalves, em 27.07.19

Saldos.jpg

Ainda hoje a mencionamos, como tal tinhamos forçosamente que dar uma vista de olhos ao seu portal e, surpresa das surpresas, encontramos esta promoção de 40% nas vendas em linha. Evgueni Zamiatine, Hendry David Thoreau, Eduardo Galeano, Mark Twain, Aldous Huxley, Robert Louis Stevenson, George Orwell, Richard Wagner, Karl Marx, Noam Chomsky, entre muitos outros... são dezenas de títulos e autores deliciosos e inconformistas. É aproveitar já, os saldos começaram ontem e terminam dia 29!

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publicado às 17:58

Antígona traz Emma Goldman a Portugal em 2020

por Flávio Gonçalves, em 27.07.19

emma-goldman.jpg

O mês passado fiz algo que sempre julguei impensável, assinei um jornal português genérico (nos alternativos já assinara A Batalha e o Le Monde Diplomatique). Fi-lo após quase duas semanas a debater-me, mas acabei por não resistir e valeu bem a pena pois graças à entrevista de Luís Oliveira ao Público fiquei a saber que a Antígona Editores Refractários, uma das minhas editoras do coração, vai levar à estampa em 2020 um projecto que há muito ponderava ter eu que o fazer: editar Emma Goldman em Portugal.

Sempre me causou uma certa estranheza que a editora da Mother Earth ainda estivesse inédita em Portugal, já me tinha decidido a traduzir a sua obra quando terminasse as três que tenho em mão (estou actualmente a traduzir Eduard Bernstein, John Zerzan e Edgar Rice Burroughs para o projecto editorial amador efectuado por profissionais em redor da revista Libertária - amador por o estarmos a fazer em pro bono nas horas livres, e não como um emprego das 9h às 17h). 

A Antígona irá lançar no mercado nacional a autobiofrafia de Emma Goldman, e dada a habitual excelência e cuidado a que nos habituou nas suas traduções, já estou a salivar.

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publicado às 14:52


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Flávio Gonçalves

Crítico dito literário "cadastrado" junto de várias editoras desde 2010, tradutor, revisor e editor nos tempos livres. Actualmente resenho livros e entrevisto autores na edição portuguesa do Pravda.ru dando preferência a obras de não ficção, ficção científica, banda desenhada e ficção especulativa. Escrevo sobre política no Autarcias. #livrosamesa

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